Precisamos trabalhar a assertividade dos alertas
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Precisamos trabalhar a assertividade dos alertas
Pessoas que vivem nas áreas de risco precisam de acolhimento do poder público para deslocamentos emergenciais, diz Ana Ávila

Imagem: Rovena Rosa - Agência Brasil

Rovena Rosa - Agência Brasil


Nos últimos anos, as previsões meteorológicas vêm se tornando cada vez mais efetivas. A ampliação da base de dados disponíveis para análise, a incorporação de ferramentas de inteligência artificial e outros avanços tecnológicos vêm aumentando significativamente a confiabilidade das previsões do tempo - que, evidentemente, não são exercícios de futurologia, mas indicam, com base científica, eventos prováveis. Às vezes, muito prováveis, como diversos alertas já haviam indicado no caso dos temporais extremos que atingiram o litoral norte de São Paulo no último fim de semana, tragédia que já registrava quase 50 mortes nesta quinta-feira (23). Segundo o G1, a prefeitura de São Sebastião evitou divulgar alertas para não afastar turistas.

"Os modelos já indicavam, com alguns dias, persistentemente, alta possibilidade de chuvas intensas durante o fim de semana", diz a meteorologista do Cepagri/COCEN, Ana Ávila. "Eu acompanhei a previsão e sabia que as pessoas estavam se expondo a um risco muito grande. Existe um trabalho que a gente precisa fazer, em todas as instâncias, de conscientização, de assertividade dos nossos alertas. Nós não temos ainda essa cultura de eventos extremos aqui no Brasil", diz a meteorologista, acrescentando que "em outros países, isso é diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, os alertas são muito assertivos e seguidos à risca", complementa.

Fonte: COCEN

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